quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CONCERTOS NA CIDADE TEMPORADA 2011



UFG e SESC Goiás
APRESENTAM

CONCERTOS NA CIDADE
TEMPORADA 2011

16/11/11 – QUARTA-FEIRA
20:30 HORAS

SESC CIDADANIA
Av.C-197, Qd.498,Lt.1/21, Jardim América.

Entrada Franca
Retirada de ingressos:
SESC da Rua 19
Contraponto da Rua 9
Secretaria da EMAC Campus II


30 minutos antes do concerto haverá bate papo com professores da Escola de Música e Artes Cênicas da UFG sobre autores e obras.


RECITAL DE PIANO
Reynaldo G Reyes

Gyovana Carneiro
Direção artística

Ana Flávia Frazão
Direção geral



Reynaldo G Reyes, piano
Natural das Filipinas, reside em Maryland, EUA. Atualmente é professor de piano na Towson University. Graduado pela Universidade de Santo Tomas High School e Conservatório de Música, onde obteve seu Bacharelado em Música Licenciatura, posteriormente recebeu uma bolsa do governo francês para estudar no Conservatório Nationale Superieur de Musique de Paris, na França, onde obteve o cobiçado Premier Prix de Piano e Deuxieme Prix de Musique de Chambre, Premiere Medaille em Solfege e leitura à primeira vista. Posteriormente recebeu uma bolsa do governo filipino para estudar no Instituto Peabody da Universidade Johns Hopkins em Baltimore sob Leon Fleisher. Lá, se formou com um mestrado em Música e foi laureado com o “Diploma de Artista”. Foram seus mestres: Fleisher, Julio Anguita Esteban, em Manila, Marguerite Long, Jean Doyen, Jacques Fevrier, em Paris e Mieczyslaw Munz de Nova York.
Reyes tem realizado concertos na Alemanha, França, Itália, Hungria, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Rússia, Suíça, Brasil, Panamá, Indonésia, Japão, Coréia, Tailândia, Vietnã, Hong Kong, Macau, Filipinas, Canadá e em várias cidades dos EUA.
Reyes é o pianista mais premiado das Filipinas e foi nomeado um dos dez homens mais importantes de seu país. Recebeu o Prêmio Golden Cross dado pela Universidade de Santo Tomas, o maior prêmio que a Universidade concede em seus alunos. Ele é o único músico das Filipinas que foi premiado por três vezes como “Musician of the Year” (1957,1961,1965) pela Universidade das Filipinas. Entre outros prêmios internacionais estão: Segundo Prémio no Concurso Busoni Internacional na Itália, Quarto Prêmio no Concurso Marguerite Long em Paris e Prêmio Sétimo no Rio de Janeiro Concurso Internacional, primeiro prêmio em Música de Câmara da Rádio de Stuttgart, na Alemanha. Reye foi durante 20 anos o acompanhante Oficial da Metropolitan Opera Company Auditions Regional em Washington DC e é membro do Trio de Baltimore Towson University que realiza seis Concertos de Música de Câmara anual da Universidade em diferentes Escolas Superior de Maryland.
Reye possui um dos maiores repertório entre os pianistas de todo o mundo.



PROGRAMA



Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Sonata in C Major, opus 2, no.3
-Allegro con brio
-Adagio
-Scherzo
-Allegro assai

Chopin (1810-1849) –Liszt (1811-1886)
My Joys

Claude Debussy (1862-1918)
Six Preludes
La puerta del vino
Ondine
Bruyeres
General Lavine-eccentric
Minstrels
Feux d'Artifice

Moritz Moszkowski (1854-1925)
La Chanson de Boheme( from Bizet's Carmen)

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

CONCERTOS NA CIDADE TEMPORADA 2011


CONCERTOS NA CIDADE
Temporada 2011


Dia 17 de Agosto - 20:30h
Auditório do SESC Cidadania
Goiânia – GO

Recital
André Ehrlich, clarineta
Guilherme Gabriel Romanelli, viola
Paulo Emiliano de Andrade, piano



PROGRAMA


Carl Reinecke (1824-1910)
Trio em lá maior para Clarineta, Viola e Piano, op. 264 (1903)
Moderato
Intermezzo: moderato
Legende: andante
Finale: allegro moderato

Márcio Steuernagel (1982)
A Construção da Pessoa nas Sociedades Indígenas
Brasileiras (2011)

Max Bruch (1838-1920)
Peças op. 83 (1910)
Andante
Allegro vivace, ma non troppo
Nocturne: andante con moto
Allegro agitato

Robert Schumann (1810-1856)
Contos de Fadas, op. 132 (1853)
Lebhaft, nicht zu schnell
Lebhaft und sehr markiert
Ruhiges Tempo, mit zartem Ausdruck
Lebhaft, sehr markiert


André Ehrlich, clarineta
“Se a obra deixou junto ao público uma impressão marcante, foi em grande parte mérito do solista, que apresentando seu instrumento como prolongamento da voz humana, ofereceu aos ouvintes um verdadeiro prazer auditivo” (Hans Gresser, Lippische Rundschau). André iniciou seus estudos de clarineta com José Máximo Ribeiro Sanches em São Paulo. Premiado em diversos concursos como: Concurso Jovens Instrumentistas Brasil (Piracicaba) Concurso Internacional Jovens Concertistas (RJ), Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Estudou na Alemanha inicialmente com os professores Dieter Klöcker e Wolfgang Meyer com quem se formou. Para a sua Pós-Graduação escolheu a classe do professor H. D.Klaus da Musikhochschule de Detmold, pela qual, em 1996,graduou-se com nota máxima com louvor. Apresentou-se com orquestras e conjuntos de câmara na Alemanha e no exterior, entre outras no Projeto "Musik auf dem Land- Baden Würtenberg", representando sua Musikhoschule na Estônia como solista com o compositor e maestro Peter Eötves. Atuou como professor de diversas escolas e festivais. Em 1995, fez parte do júri do concurso nacional "Jugend-Musiziert" (Alemanha). Atualmente é 1º clarinete principal da Orquestra Sinfônica do Paraná frente à qual solou múltiplas vezes. Paralelamente, André exerce intensa atividade camerística e didática, sendo convidado a lecionar em 2006 e 2007 no Festival de música de Londrina.

Guilherme Gabriel Romanelli, viola
Iniciou seus estudos de violino em 1980, com a professora Bianca Bianchi. Em 1988, foi premiado no concurso nacional de violino “Paulo Bosísio”, no Rio de Janeiro. Começou a estudar viola em 1989. Nos Estados Unidos, entre 1993 e 94, prosseguiu seus estudos e foi premiado em diversos concursos. Como instrumentista, participou de diversas orquestras e grupos de música de câmara, apresentando-se no Brasil e no exterior e gravando diversos CDs. Atualmente é aluno dos professores Marco Damm – PR, e Paulo Bosísio – RJ. Formou-se pela FAP em 1997 e em 2000 concluiu seu mestrado em educação
pela UFPR. Participou de 11 Oficinas de Música de Curitiba e foi professor de viola e violino em diversos festivais nacionais. Entre 2000 e 2003 foi violista da OSP e desde 2003 é professor do Departamento de Teoria e Prática de Ensino da UFPR. Na área de pesquisa, apresentou trabalhos científicos em diversos congressos nacionais com publicações. Em 2005 ministrou uma oficina e duas conferências na Lituânia. Entre 2006 e 2007 foi coordenador de cultura da UFPR. É um dos autores dos livros A [des] Construção da Música na Cultura Paranaense - Ed. Aos Quatro Ventos, e Práticas de Ensinar Música - Ed. Sulina. Defendeu sua tese de doutorado em educação na linha de pesquisa Escola, Cultura e Ensino da UFPR em 2009.



Paulo Emiliano de Andrade, piano
Nos Estados Unidos, seu desempenho no Toradze Concerto Institute foi aclamado por Fabioun Bowers, da Scriabin Society of America por sua “interpretação (...) surpreendentemente lúcida e inteligente (...)”.Entre os onze prêmios que recebeu em concursos nacionais destacam-se o Concurso Prêmio Promon (São Paulo, 1997); a Seletiva Latino Americana do Concurso Gina Bachauer (Goiânia, 1997); e o Concurso Arte Livre (São Paulo, o 1 lugar; 1996). Participou de vários festivais internacionais, entre eles o Tel-Hai International Piano Master Classes (Israel) e o Colorado College Summer Music Festival (EUA). Já foi solista da Orquestra Sinfônica do Paraná e da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo,tendo sido regido por Osvaldo Colarusso, Roberto Tibiriçá e Diogo Pacheco. Paulo Emiliano nasceu em Curitiba, onde estudou com Vânia Pimentel e Olga Kium. Graduou-se pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná EMBAP, na classe de Leilah Paiva. Em 1998, como bolsista da CAPES, concluiu o Mestrado em Música na Indiana University South Bend (EUA), com Alexander Toradze e Alexander Korsantiya, tendo posteriormente concluído o Artist Diploma na mesma instituição. Até 2002, fez ainda estudos de pós-graduação na Rutgers University com Susan Starr.De volta ao Brasil desde então, é atualmente professor de piano na Escola de Música e Belas Artes do Paraná.



Entrada Franca
Retirada de Ingressos
SESC da Rua 19
Contraponto da Rua 9
Secretaria da EMAC/UFG Campus II

30 minutos antes do concerto haverá bate papo com professores da Escola de Música e Artes Cênicas da UFG sobre autores e obras.

Direção Artística
Ana Flávia Frazão

Direção Geral
Gyovana Carneiro


APOIO
Castro´s Park Hotel
UNIMED – Goiânia
Tao Restaurante

sábado, 10 de julho de 2010

Invenções e Sinfonias de J.S.Bach e o Pequeno Livro de Ana Magdalena Bach por Rayana Ribeiro Cardoso

1. INTRODUÇÃO

O cravo é um instrumento de cordas e teclado,sendo as cordas pinçadas mecanicamente e não percutidas. Sua origem remota pode ser do ínicio do século XV (1404), revelada num poema alemão e sob o nome latino de clavicymbalum.
Deve – se mencionar que a família dos instrumentos de teclado anteriores ao piano é constituída pelo órgão,clavicórdio,espineta e pelo cravo.
Grandes compositores escreveram obras para o cravo,não só para o repertório do período,mas, que foram incorporadas à literatura pianística posteriormente.
Foi um instrumento que teve ampla utilização sobretudo nos séculos XVI e XVII e , neste período, foram criadas e consolidadas importantes formas musicais para o teclado,verdadeiras expressões de virtuosismo,vitalidade e importância estética, e que constituíram marcos elevados da arte musical barroca,com projeções que revelam um legado fecundo até hoje.
Durante o período barroco, o cravo foi usado como solista ou destinado a acompanhar o canto e outros instrumentos. Domenico Scarlatti, J.S.Bach e Handel escreveram importantes repertórios para o cravo e muitas foram as suas extraordinárias realizações.
Com Bach, as composições para o cravo atingem o seu ponto culminante e a fecundidade de seu gênio explora com audácia,virtuosismo,grandeza,beleza formal e fantasia todas as principais expressões da música para o instrumento no período barroco.
Partitas,suítes,invenções, O cravo bem temperado,variações,exercícios do cravo ( Klavierübubgen), prelúdios,fugas,sonatas,toccatas,fantasias e formas concertantes foram criações de Bach para o cravo,uja riqueza musical viria a ser admiravelmente adequada para o futuro piano.

Bach (1685 – 1750), nasceu em Eisenach e morreu em Leipzig. Foi um organista e compositor alemão do período barroco, Mestre na arte da fuga, do contraponto e da música coral, ele é um dos mais prolíficos compositores da historia da música ocidental.
As invenções e sinfonias são peças curtas que Bach escreveu para a educação musical de seus jovens alunos. A obra inclui quinze peças duas vozes nomeadas de “ inventio” e quinze peças três vozes nomeadas de “ sinfonia”. Cada peça demonstra técnicas contrapontísticas, ao mesmo tempo, explora uma extensa gama de expressões musicais.
Invenção é uma pequena composição musical, usualmente para o teclado com contraponto em duas vozes e as sinfonias seguem o mesmo estilo que as invenções,mas, com contraponto em três vozes.
As invenções são semelhantes às fugas só que consideravelmente mais simples. Consistem, basicamente de uma pequena exposição, um desenvolvimento e uma pequena recapitulação. Na exposição, uma das vozes mostra um pequeno motivo na tonalidade tônica ( tema), depois repetido na segunda voz. No desenvolvimento, o compositor escreve um contraponto livre e desenvolve fazendo variações melódicas ou harmônicas. Nas invenções, o desenvolvimento difere da fuga porque o desenvolvimento fugal contém episódios ( variações estritamente baseadas no tema) e na invenção é uma pequena forma livre. Se tiver recapitulação, ela tende as ser curta, em torno de 2 a 4 compassos. O compositor repete o tema na voz superior e a peça termina.
As invenções e sinfonias são organizadas de maneira idêntica, tonalidades ascendentes, começa com Do M até alcançar Si m. Não há nenhuma repetição de tonalidades. As invenções e sinfonias foram publicadas em Cöthen em 1723.

Pequeno Livro de Ana Magdalena Bach ( Clavierbüchlein) é o nome pelo qual é conhecida uma obra que consiste de dois cadernos manuscritos que o compositor barroco alemão J.S.Bach presenteou à sua segunda esposa Ana Magdalena. Música para teclado ( minuetos,rondós,polonaises,corais,sonatas,etc...)compõe a maior parte de ambos os cadernos e umas poucas peças para voz (canções e árias) também são incluidas.
Os dois cadernos são conhecidos pelas datas de suas páginas de título, 1722 e 1725. O título Pequeno Livro de Ana Magdalena é usado geralmente para se referir ao último deles. A diferença primária entre as duas coleções é que o caderno de 1722 contém apenas composições de J.S.Bach ( incluindo a maioria das Suítes Francesas) , enquanto que o caderno de 1725 é uma compilação de músicas de Bach e outros compositores do período.
Ana Magdalena Bach foi a segunda esposa de Bach,nasceu em 1701 em Zeitz,na Saxônia e morreu em 1760. Nasceu numa família musical e trabalhou como cantora.


. CONCLUSÃO


J.S.Bach se reveste de muitos caracteres musicais e de expressão, construída com uma série de cânones e de fugas maravilhosamente variadas e reunidas com unidade, coerência e pré – determinação. J.S.Bach expressa todas as possibilidades artísticas e técnicas do gênero e da própria arte polifônica, esgotando também os recursos harmônicos e das variantes rítmicas, em um entrelaçamento contrapontístico de sólida concatenação.

PARTITAS E SUÍTES DE JOHANN SEBASTIAN BACH (1685-1750) por KATARINE DE SOUSA ARAÚJO

1. INTRODUÇÃO

Estudar o período barroco sem passar pelas obras de Bach praticamente não faz sentido, o período ficou marcado pelo forte uso de ornamentações mais elaboradas, e o surgimento da ópera. “Diz-se que Johann Sebastian Bach foi o maior compositor do barroco alemão (e um dos mais importantes da história da música), por ter esgotado todas as possibilidades da música barroca. Sua morte é considerada como o ponto final do Período Barroco.” (WIKIPEDIA).
Esse trabalho é de grande importância para a vida acadêmica de qualquer instrumentista, pois conseguimos compreender de uma forma detalhada cada tipo de obra de Bach, seus elaborados prelúdios e fugas, fuguetas, cantatas, partitas, suítes, dentre outros...
Acredita-se que, com esse trabalho, parte de um conjunto de outros sobre o mesmo compositor, possamos além de compreender as obras de Bach, conhecer um pouco mais sobre sua história, já que, a música de cada compositor reflete o seu período e tudo que se passa em sua época.

2.COMPOSITOR:

Bach já havia estabelecido sua reputação de virtuoso tecladista em 1723, quando foi apontado cantor da igreja de São Tomás e diretor de música em Lípsia. Era um compositor bem sucedido e muito hábil para improvisar no órgão, já havia provado também que podia compor para vários estilos, de altamente complexas fuças à peças galantes como as suítes.
As Partitas, BWV 825–830, são um conjunto de seis suítes para cravo publicadas entre 1726 e 1730, em Leipzig, sob o título da primeira parte dos trabalhos publicados durante a sua vida, e que se chamaram: Clavierübung. Elas foram as últimas das suas suites compostas para teclado as outras sendo, as Seis Suítes Inglesas, BWV 806-811 e as Seis Suítes Francesas, BWV 812-817. As partitas, que foram publicadas na primeira parte da publicação de quatro partes total do Clavierübung, durante a vida de Bach, são consideradas o sumo do exercício da técnica extrema da composição de Bach para o teclado. Era o outono de 1726, quando Bach finalmente publicou a primeira partita. Esta se seguiu com as: nº 2 e 3, em 1727, nº 4 em 1728, nº 5 e 6, em 1730. Em 1731 Bach juntou as seis e publicou mais uma vez como uma coletânea, pelo título de "Opus I". Ele poderia capitalizar mais ainda em trabalhos já preparados e publicados anteriormente e com o dinheiro dos ganhos durante as primeiras publicações investir em futuras produções.
Exatamente como as outras duas suítes prévias, as francesas e as inglesas, todas as "Seis Partitas" seguem o esquema básico da suíte: "allemande-courante-sarabanda e giga". Segue as estruturas de suas “Seis Partitas”:
Partita I Si bemol maior BWV 825
1. Praeludium c
2. Allemande c
3. Courante 3/4
4. Sarabande 3/4
5. Menuett I – II – I 3/4
6. Gigue c
Partita II Do menor BWV 826
1. Sinfonia: Grave Adagio c – Andante c – 3/4
2. Allemande ¢
3. Courante 3/2
4. Sarabande 3/4
5. Rondeau 3/8
6. Capriccio 2/4
Partita III La menor BWV 827
1. Fantasia 3/8
2. Allemande c
3. Courante 3/4
4. Sarabande 3/4
5. Burlesca 3/4
6. Scherzo 2/4
7. Gigue 12/8
Partita IV Ré maior BWV 828
1. Ouverture ¢ – 9/8
2. Allemande c
3. Courante 3/2
4. Aria 2/4
5. Sarabande 3/4
6. Menuett 3/4
7. Gigue 9/16
Partita V Sol maior BWV 829
1. Praeambulum 3/4
2. Allemande c
3. Courante 3/8
4. Sarabande 3/4
5. Tempo di Menuetto 3/4
6. Passepied 3/8
7. Gigue 6/8
Partita VI Mi menor BWV 830
1. Toccata ¢ – c
2. Allemande c
3. Courante 3/8
4. Air ¢
5. Sarabande 3/4
6. Tempo di Gavotta ¢
7. Gigue Ø (= 4/2)

Não se conhece a data exata da composição das Suítes Inglesas (BWV 806-811). No entanto, a diversidade encontrada nas seis suítes leva a crer que foram compostas em épocas diferentes. A origem do nome não é explicada por Bach, mas o musicólogo J. N. Forkel acredita que tenham sido dedicadas a um rico inglês. Já Karl Geiringer admite a hipótese de que Bach tenha sido influenciado por peças de Charles Dieupart, compositor francês cuja carreira se desenvolveu em Londres. Sua Giga em La Maior serviu de modelo para o Prelúdio da primeira Suíte Inglesa.
As Suítes Francesas (BWV 812-817), apresentam grande similaridade com as músicas francesas, ao contrário das suítes inglesas, que não apresentam características inglesas. Bach teria terminado essa coleção de seis suítes durante sua permanência em Cöthen, sendo que as cinco primeiras foram copiadas do Clavierbüchlein dedicado a Anna Magdalena. A origem do nome tanto pode se referir ao agrupamento de danças em esquema clássico, como à influência da música francesa durante a juventude de Bach. Todas são compostas de seis ou oito partes, de execução relativamente fácil, sendo a Suíte nº 1 de caráter arcaico, e a nº 6 a mais brilhante e mais célebre. Construídas com peças em forma binária com repetição, sendo as três primeiras em modo menor e as três últimas em modo Maior.
2.1. OBRA DO COMPOSITOR - TABELA :

NOME DA OBRA DATA E LOCAL DE COMPOSIÇÃO ASPECTOS GERAIS


Suíte Inglesa n° 1 em La Maior


data desconhecida 1. Prelude
2. Allemande
3. Courante 1/Courante 2 Avec Deux Doubles
4. Sarabande
5. Bourree 1/Bourree 2/Bourree 1
6. Gigue



Suíte Inglesa n° 2 em La Menor


data desconhecida 1. Prelude
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande/Les Agrements De La Meme Sarabande
5. Bourree 1 Alternativement/Bourree 2/Bourree 1
6. Gigue



Suíte Inglesa n° 3 em Sol Menor


data desconhecida 1. Prelude
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande/Les Agrements De La Meme Sarabande
5. Gavotte 1 Alternativement/Gavotte 2 Et la Musette/ Gavotte 1
6. Gigue


Suíte Inglesa n° 4 em Fa Maior

data desconhecida 1. Prelude (Vitement)
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande
5. Menuet 1/Menuet 2/Menuet 1
6. Gigue


Suíte Inglesa n° 5 em Mi Menor

data desconhecida 1. Prelude
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande
5. Passepied 1 En Rondeau/Passepied 2/Passepied 1
6. Gigue


Suíte Inglesa n° 6 em Re Menor

data desconhecida 1. Prelude
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande/Double
5. Gavotte 1/Gavotte 2/Gavotte 1
6. Gigue


Suíte Francesa n° 1 em Ré Menor

durante sua permanência em Cöthen 1. Allemande
2. Courante
3. Sarabande
4. Menuett I
5. Menuett II
6. Gigue
Suíte Francesa n° 2 em Dó Menor durante sua permanência em Cöthen 1. Allemande
2. Courante
3. Sarabande
4. Air
5. Menuett
6. Gigue


Suíte Francesa n° 3 em Si Menor

durante sua permanência em Cöthen 1. Allemande
2. Courante
3. Sarabande
4. Menuett - Trio
5. Anglaise
6. Gigue


Suíte Francesa n° 4 em Mi bemol Maior



durante sua permanência em Cöthen 1. Allemande
2. Courante
3. Sarabande
4. Menuett, BWV 815a
5. Gavotte
6. Air
7. Gigue


Suíte Francesa n° 5 em Sol Maior

durante sua permanência em Cöthen 1. Allemande
2. Courante
3. Sarabande
4. Gavotte
5. Bourée
6. Loure
7. Gigue


Suíte Francesa n° 6 em Mi Maior

durante sua permanência em Cöthen 1. Allemande
2. Courante
3. Sarabande
4. Gavotte
5. Polonaise
6. Menuett
7. Bourée
8. Gigue


Partita I Si bemol maior BWV 825


1726 1. Praeludium
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande
5. Menuett I – II – I
6. Gigue



Partita II Do menor BWV 826



1727 1. Sinfonia: Grave Adagio – Andante
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande
5. Rondeau
6. Capriccio



Partita III La menor BWV 827



1727 1. Fantasia
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande
5. Burlesca
6. Scherzo
7. Gigue



Partita IV Ré maior BWV 828



1728 1. Ouverture
2. Allemande
3. Courante
4. Aria
5. Sarabande
6. Menuett
7. Gigue



Partita V Sol maior BWV 829



1730 1. Praeambulum
2. Allemande
3. Courante
4. Sarabande
5. Tempo di Menuetto
6. Passepied
7. Gigue


Partita VI Mi menor BWV 830


1730 1. Toccata
2. Allemande
3. Courante
4. Air
5. Sarabande
6. Tempo di Gavotta
7. Gigue

CONCLUSÃO
Concluo que, as obras de Bach tiveram bastante importância para a história da música, e à teoria musical, no que se diz respeito às tonalidades assim firmadas neste período. Conhecer as obras de Bach fez com que pudéssemos expandir nosso repertório e o nosso entendimento sobre a música barroca.
Acredito que tenha sido muito prazeroso e de total aproveitamento todas as atividades realizadas nesse semestre, é fundamental o conhecimento de todas as particularidades do barroco que, em cada região do mundo teve uma reação única.
Espero que a disciplina possa nos enriquecer mais com tais conhecimentos que antes desconhecia e agora fazem total diferença.

REFERÊNCIAS:

WIKIPÉDIA- Música Barroca, Partitas, Suítes Inglesas e Francesas. (www.wikipedia.com)
TRANCHEFORT, François-René (dir.) Guide de la musique de piano et clavecin. Paris : Librarie Arthème Fayard, 1987.

Tocatas, Variações, Caprichos, Fantasias, e Fantasia e Fugas de Johann Sebastian Bach por Jonathan Taylor de Oliveira

Literatura e Repertório do Piano III
Profa. Gyovana Carneiro
Jonathan Taylor de Oliveira

Tocatas, Variações, Caprichos, Fantasias, e Fantasia e Fugas de
Johann Sebastian Bach

Como o título fala, para mim ficou a tarefa de falar sobre as Tocatas, Variações, Caprichos, Fantasias, e Fantasia e Fuga. Antes de começar a falar separadamente sobre cada categoria, eu gostaria de falar brevemente sobre como estes generos composicionais eram utilizados pouco antes e durante a época de Bach.

No séc. XVII a escrita instrumental começou a ganhar força e os compositores começaram a querer compor para uma formação vocal ou instrumental específica, deixando de lado o costume de fazer música que pordria ser realizada por diversas formações. O rítmo poderia ser tratado de duas maneiras diferentes: com métrica regular (separados por barras de compasso a intervalos regulares a partir de 1650); ou de maneira livre, sem métrica específica. Este último tratamento era dado a peças de carater recitativo ou improvisatório, como a tocata, fantasia, e prelúdio da época.

O contraponto continua sendo a base para a composição no séc. XVII, mas ao contrário do período anterior, em que as vozes eram tratadas como independentes umas das outras, no Barroco as vozes eram interdependentes, devendo encaixar-se em acordes enquanto faziam suas próprias melodias. O tratado de Harmonia de Rameau consolidou o sistema tonal que já estava em utilização.

Apesar das tentativas de padronizar e definir as formas musicais, estas ainda estavam confusas, tendo ainda várias o mesmo significado. Por exemplo, peças que realizavam variações poderiam ser chamadas partita, passacaglia, chacone, partita coral e prelúdio coral, enquanto peças de estilo improvisatório poderiam ser chamadas tocata, fantasia ou prelúdio.

Capricho – peça geralmente viva, de estrutura “solta”, frequentemente de caráter humorístico. No séc. XVI o termo era utilizado para designar canzonas, fantasias, ricercari, etc., frequentemente seguindo o modelo da polifonia imitativa vocal. No Barroco, comopositores desde Frescobaldi a J. S. Bach escreveram caprichos para instrumento de teclado com características fugais e improvisatórias.1

Fantasia – De proporções maiores do que as do Ricercare, em que o tema era desenvolvido em imitação, e de organização formal mais complexa. Desenvolvido sobre um ou mais temas de caráter legato. Desde os primeiros anos do séc. XVII era chamado de Fuga na Alemanha.

Variações – Forma composicional utilizada desde o Renascimento para instrumentos de teclas. Era muitas vezes designado no séc. XVII como partita. A melodia poderia ser repetida com poucas ou nenhma alteração em diversas vozes em contraponto. A estrutura harmônica, não a melodia, era o fator constante. Tais obras eram geralmente baseadas em melodias corais. No séc. XVIII era geralmente construída sobre uma ária, dança, coral, etc.

Tocata – As tocatas e os prelúdios se tornaram obras de maiores proporções na segunda metade do séc. XVII, simulando uma longa improvisação. Funcionava frequentemente como uma peça para a exibição da virtuosidade nas teclas e nas pedaleiras, característica de Bach como instrumentista. Era incorporada à tocata, peça de caráter improvisatório, uma seção contrapontística. Com o tempo, a seção contrapontística ganhou seu próprio lugar como peça separada, surgindo assim a Tocata e Fuga.


Passemos neste momento para uma exploração dos gêneros supracitados na obra de J. S. Bach. A ordem de abordagem dos gêneros não será cronológica, mas aleatória.

Caprichos – Como foi dito anteriormente, Bach utilizou características fugais e impeovisatórias ao compor para este gênero. Encontramos apenas dois caprichos. O primeiro (BWV 992), escrito para a ocasião da morte de um de seus irmãos, é também sua primeira composição datada para instrumento de teclado. É o único experimento de Bach no campo da música programática. Foi escrita aos dezenove anos de idade.

Audição: Capricho BWV 992 Sviatoslav Richter


Caprichos BWV Data de Composição Observações
Capricho sobre a morte de seu irmão. Bb 992 1703-1704 ou 1706 É a primeira obra datada para teclado. Faz referência às “buzinas” de um cocheiro.
Capricho em E 993 1704

Fantasia – Como a Tocata e o Prelúdio, apresenta caráter improvisatório, e é geralmente utilizada como introdução de uma Fuga. Como pode ser observado na tabela, Bach compôs tanto Fantasias quanto Fantasia e Fugas para o orgão e para teclado. Sendo peça de caráter improvisatório, é utilizada precedendo uma fuga além de sozinha.

Sobre a Fantasia cromática, temos que esta peça se assemelha à Fantasia em Gm e à Tocata em Dm. Apesar de não apresentar grandes dificuldades técnicas, exige grande maturidade interpretativa por parte do instrumentista.
A Fantasia e Fuga em Am (BWV 904) lembra uma peça para orgão em termos de estilo. A fuga tem dois temas.
A Fantasia e Fuga em Cm (BWV 906) apresenta características da música italiana.

Audição: -Fantasia Cromática BWV 903 (Tem Partitura) Joseph Stephens
-Fantasia e Fuga em Am BWV 904 (Tem Partitura) G. Leonhardt
-Fantasia e Fuga em Cm BWV 906 (Tem Partitura) Tatiana Nikolayeva


Fantasia / Fantasia e Fuga BWV Data de Composição Observações
Fantasia e Fuga em Cm 537 Weimar, 1708-17 Orgão
Fantasia e Fuga em Gm 542 Fuga: Weimar, 1708-17 Fantasia: Cöthen, 1717-23 Orgão
Fantasia e Fuga em Cm 562 Fantasia: Weimar, 1708-17 Fuga: Leipzig, 1745 Orgão
Fantasia e Fuga em Am 561 Orgão
Fantasia em Bm 563 Antes de 1707 Orgão
Fantasia em C 570 Antes de 1707 Orgão
Fantasia em G 571 Orgão
Fantasia em G 572 Antes de 1708 Orgão
Fantasia em C 573 Cöthen , 1722 Orgão
Fantasia super Komm, Heiliger Geist 651 Orgão
Fantasia super Christ lag in Todes Banden 695 Weimar, 1708-17 Orgão
Fantasia super Jesu, meine Freude 713 Weimar, 1708-17 Orgão
Fantasia super Valet will ich dir geben 735 Weimar, 1708-17 Orgão
Fantasia e Fuga Cromática em Dm 903 Cöthen, 1720 Teclado
Fantasia e Fuga em Am 904 Leipzig, 1725 Teclado
Fantasia e Fuga em Dm 905 Teclado
Fantasia e Fuga em Cm 906 Leipzig, 1738 Teclado
Fantasia e Fuga em Bb 907 Teclado
Fantasia e Fuga em D 908 Teclado
Fantasia em Gm 917 Teclado
Fantasia sobre um rondó, em Cm 918 Teclado
Fantasia em Cm 919 Teclado
Fantasia em Gm 920 Teclado


Variações – As variações são geralmente construidas sobre uma peça para canto, como é o caso da Ária e 30 Variações (Variações Goldberg). As Variações Goldberg, apesar de apresentarem dificuldades técnicas para o instrumentista em algumas variações, é em geral mais fácil do que o Cravo Bem Temperado. A dificuldade é mais interpretativa do que técnica.

Audição: Variações Goldberg (DVD) Glenn Gould.

Ária e 30 Variações (Variações Goldberg) 988 Nuremberg, 1741-2 Harpiscordio com dois teclados.

Tocata – A Tocata, como a Fantasia e o Prelúdio, tem caráter improvisatório, podendo ser utilizado tanto sozinho como antes de uma Fuga. Bach escreveu sete Tocatas para Teclado e quatro Tocata e Fugas para o Orgão.

Audição:
BWV 914
BWV 915
BWV 916 Glenn Gould

Toccata, Adagio e Fuga BWV 564 em C (Orgão)

Tocata e Fuga BWV 565

Tocata e Fuga em Dm 538 Weimar 1708-17 Orgão
Tocata e Fuga em F 540 Weimar 1708-17 Orgão
Tocata, Adagio e Fuga em C 564 Weimar 1708-17 Orgão
Tocata e Fuga em Dm 565 Antes de Weimar, 1708 Orgão
Tocata em F#m 910 1717 Teclado
Tocata em Em 911 1717 Teclado
Tocata em D 912 Weimar, 1710 Teclado
Tocata em Dm 913 Antes de 1708 Teclado
Tocata em Em 914 Antes de 1708 Teclado
Tocata em Gm 915 Antes de 1708 Teclado
Tocata em G 916 Weimar, 1719 Teclado








Assim concluimos os trabalhos sobre a obra para teclado de J. S, Bach. Percebemos durante esse período de estudos que Bach contribui em muito para o desenvolvimento do Piano e de sua técnica em:

•Desenvolvimento da afinação temperada
•Desenvolvimento do dedilhado na utilização do polegar
•Desenvolvimento da Fuga
•Peças didáticas
•Peças de Concerto